quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

O novo velho ensaio de final de ano


Dezembro é um dos meses mais óbvios que temos no ano. Começa sempre trazendo a sensação que o ano está acabando, de que ou fizemos muito ou “OMG!” o ano esta acabando e ainda falta muito pra fazer! E de quebra após o natal começa a semana de reta final pra acabar o ano pra aumentar ainda mais essas impressões.

Pode até parecer que o ano passou rápido e para alguns até passou mesmo, mas essa noção vem praticamente de tudo que aconteceu durante esses doze últimos meses. Um ano com mil coisas que aconteceram será lembrado como corrido e cheio enquanto um sem nada vai passar voando.

Não tenho o que reclamar de 2010 até por que foi o ano que pedi. Lembro do meu post de 2009 e do ano que tive e que na virada desejei um ano diferente. E não é que o velho ditado do “cuidado com o que pede, pois pode ter o azar de conseguir” ta certo? Este ano foi beeeem diferente de 2009, cheio de correria, problemas, novidades (hello Selene e Diana) mas no final acabou tudo bem.

Se bem que só nos últimos minutos você pode dizer que o ano acabou bem ou não, pq até a meia noite do dia 01 (ou será meia noite do dia 31???) muita coisa pode acontecer.

O fato é que a virada é a chance de canalizar aquele desejo pro ano que vem e quem sabe mudar tudo. Eu nessa virada vou ficar na minha, receber 2011 quieto e de boa mas sem deixar de fazer os mesmos três planos que faço todo ano desde sei lá quando: aprender a nadar, aprender a dirigir e aprender um novo idioma.

Como depois de hoje só verei internet no ano que vem deixo um FELIZ ANO NOVO! para todos que pararam um tempinho para ler os Ensaios e ano que vem está ai já, reencontro todos em 2011!

5 acontecimentos para lembrar do meu 2010

Dois dias para que possamos deixar 2010 para trás e focar no que vem ai, em tudo que 2011 pode ser.

Este foi um ano especial, fato, e escolhi 5 “world shacking events” do meu ano que junto com muito mais do mesmo de sempre ajudaram a definir 2010.

5º WSE – O ano da preguiça
De todos os pecados capitais, preguiça foi o que mais pratiquei no ano. Esse ano larguei os blogs, os jogos, os planos pro ano e até meu quarto deixei de arrumar. Não sei de onde veio tanta falta de vontade de fazer as coisas mas fez com que o ano se arrastasse um pouco.

4º WSE – Meet San Juan
Por conta de compromissos do trabalho todo ano eu acabo viajando para algum país diferente e esse ano acabei parando em San Juan. A viagem não só valeu pelo lugar que é fantástico mas também pelas pessoas que conheci no caminho. Entre elas estava a Madelaine e a Vera, no vôo para Miami. Pessoas tão divertidas e interessantes que não vou esquecer tão cedo e me fazem pensar o quanto tem de gente legal pra se conhecer ainda por ai.

3ºWSE – Um P se casa
Nunca na história desse País um P se casou. Moramos juntos, enrolamos por anos mas casar casar assim de verdade...não. Mas e não foi que nesse ano a Dri finalmente laçou o Erik de jeito e o arrastou para o altar? Mesmo no meio de um mês cheio de eventos importantes não pude deixar de ir ao casamento desse casal de amigos tão queridos e que foi um ponto alto do terceiro trimestre do ano.

2º WSE – Desafiando Destino
Fazer algumas besteiras é uma coisa, mas cutucar a onça, no caso Destino, com vara curta já é um abuso, confesso. E passei praticamente todo o ano no limite entre o que podia e não podia fazer, achando brechas, interpretando acordos e aprontando. Querer alguém que não posso cobiçar foi só a cereja do bolo pra completar todos os rolos de 2010.

1º WSE – Selene e Diana chegam ao mundo
E o top da lista não podia ser algo diferente do que o nascimento das gêmeas. Selene e Diana chegando ao mundo não só foi O acontecimento do meu 2010 como dividiu minha vida em AG/DG, Antes das Gêmeas Depois das Gêmeas. Mesmo com tantos sacrifícios, entre elas boa parte da liberdade que tinha, vê-las olhando pra mim enquanto dou a mamadeira pra elas é uma das coisas mais apaixonantes que já vi.

E isso resume um pouco o meu 2010. Que venha 2011 agora!!

domingo, 22 de agosto de 2010

Vivendo e não aprendendo

Apesar de passar muito tempo longe do Ensaios eu me divirto com ele. Das coisas que vejo e quero dizer vou criando uma listinha de futuros tópicos e assuntos para comentar. Muitas vezes acabo não escrevendo para não envolver sentimentos pessoais no posto. Um post sobre Amor, mas estando com raiva não seria um post igual e verdadeiro como um ensaio apenas sobre o assunto.

Mas não vivemos num bolha não é? E como esse ano anda tão turbulento acho que se fosse aplicar isso sempre eu passaria o ano todo longe do blog.

E de todas as coisas que acontecem já reparou como algumas delas não são nada novidades? A cada ano fazemos escolhas, vivemos coisas, fazemos besteiras e a ideia geral é que aprenderíamos com essas experiências para que se passássemos pelas mesmas coisas poderíamos então escolher novos rumos ou dessa vez acertar.

Besteira!

Mais até do que pensamos ou gostaríamos de admitir fazemos as mesmas besteiras ou passamos igualmente pelas mesmas coisas que supostamente deveríamos já estar escaldados. “Eu nunca mais vou beber” , alguém? Ou “Vou tomar jeito agora” pode ser a da vez, mas tem sempre a clássica “nunca mais passarei por isso de novo”. Besteira, besteira, besteira.

Passamos por certas coisas que nos fazem acreditar que saímos mais forte delas. Um amor perdido irá doer menos da próxima vez pq já sabemos o que esperar. Uma traição de um amigo será menos surpreendente pq talvez nunca iremos nos abrir assim após a primeira apunhalada. Ou abandonar alguém que se gosta parece menos difícil da segunda vez, ou terceira, quarta..., mas só parece pq estaremos lá para errar de novo.

E pq passamos pelas mesmas coisas quando deveríamos ter aprendido com o erro passado? Sei que aprendi a não enfiar o dedo no bocal lá da lâmpada mas pq não aprendi q não se deve confiar no coração ao invés da razão? Será que a experiência de errar é tão boa assim que acabamos sempre voltando a ela? Será pq como regra do jogo uma vez faz parte, duas até vai e três já deu?

Seja qual for essa formula dessa conta a verdade é que estamos vivendo, vivendo e não aprendendo.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Pessoas do mundo

Num dos post lá atrás, do antigo Ensaios ainda, eu comentei uma vez sobre um mundo de pessoas. Um mundo aonde essas pessoas viviam conectadas em suas comunidades onde o próximo é afetado pelas ações dos outros e vice versa. Mas ultimamente estava pensando nas pessoas desse mundo. Pessoas especiais que estão por ai e muitas vezes nem nos damos conta ou talvez nunca iremos conhecer por falta de oportunidade.

Eu posso dizer que conheci muitas pessoas assim nas minhas viagens. Lembro até hoje do Bruce, um taxista que conheci em Charleston que me levou pra comprar um cartão postal pra San. Rodamos a cidade, ele me ajudou a escolher e ainda me fez chavecar pra ele uma brasileira na fila do correio. Figurassa! E como se esquecer do Nakajima-san, um japa aleatório que me ajudou escrevendo uma carta em japonês sobre meu caso para sair mostrando para os funcionários do trem quando eu perdi minha mochila em Yokohama. Nakajima-san e sua habilidade de escrever em pé uma carta num trem lotado em movimento salvaram minha viagem.

Na viagem de volta de San Juan, sentei ao lado duas mulheres fantásticas. Madeline que tem medo de avião e agarrava minha mão a qualquer tremidinha que ele dava por causa da turbulência e a Vera, uma senhora muito engraçada que estava viajando com os netos e tinha muitas histórias de cruzeiros e ex-maridos para contar. E a cada viagem eu coleciono pessoas assim, esperando encontrar mais e mais delas pelo mundo. Sentada ao lado num ônibus, num avião, parada ao lado numa fila, quando menos esperar.

Não só pessoalmente, mas na internet também se pode encontrar esses achados de pessoas. Vira e mexe quando vejo, ou no caso leio sobre alguém interessante eu procuro entrar em contato, dar um oi. Por exemplo, foi assim que conheci a Jaque, com seu blog onde conta sua vida pessoal e impressões das coisas que passa. E não só para conhecer, mas para manter contato que ela é uma ferramenta valiosa. Numa viagem conheci a Maya por acaso, uma menina de uma beleza única, com um destino especial e que sem a internet seria difícil conhecer mais ou manter um contato com ela.

Mas essas pessoas são assim, aparecem de forma repentina em nossas vidas, quando menos esperamos e se tornam rapidamente parte importante dela. Qual é a chance de encontrar por acaso pessoas como aquele amor da sua vida, aquele novo melhor amigo ou aquela história para se identificar? Pequena com certeza, mas ainda sim preenchemos nossa vida com várias delas.

E digo que chega a ser triste imaginar quantas dessas pessoas deixaremos de conhecer por falta de tempo ou oportunidade e por isso devemos experimentar e dar uma chance a cada uma delas. Ta bom, ta certo que nem todas valem a pena, mas ai acredito que no final a porcentagem é positiva sim.

Sei que olho pela janela e penso na várias histórias que valem a pena conhecer por ai e sei que basta apenas olhar com atenção para essas pessoas do mundo.

domingo, 27 de junho de 2010

Voltando

Nossa quanto tempo sem postar. Esse ano além de ser meio conturbado (vide a falta de posts) eu estava de férias do blog. O final do livro dois foi um pouco conturbado e eu precisava mesmo colocar algumas coisas em ordem. Mas o livro três já começou a todo vapor e mesmo sem rumo já passou a hora de voltar.

Claro que não vou prometer posts diários, quem me conhece sabe a preguiça que tenho as vezes somado com uma ligeira falta de tempo mas passarei mais tempo por aqui.

Há muito pra falar, pra contar, pra revelar ainda e espero que o Ensaios siga novas direções. To terminando um post sobre pessoas que encontrei por ai, tem outro sobre Desejo rascunhado e quem sabe esse ano finalmente não sai o ensaio já citado sobre Mentira.

Mas por enquanto é apenas um "voltando". E é bom estar de volta =)

terça-feira, 13 de abril de 2010

Fim do Livro 2


Esse ano definitivamente tem sido um ano atípico. Ta corrido, ta estranho e ta diferente. Para o bom ou para o ruim ainda não sei.

Se pararmos para pensar que na vida de muitos acontece tanta coisa que muitos livros poderiam ser escritos com essas histórias.

As pessoas são personagens principais, heróis de suas próprias histórias e o que vivem muitas vezes podem ser divididas em sessões, capítulos ou verdadeiros livros. Não é a toa que tantas histórias acabam realmente indo parar em algumas páginas.

Muitos como coadjuvantes participam das histórias de outras pessoas, assumindo um papel secundário, porém importante para que a trama se desenvolva. São os casos, as paqueras, as histórias paralelas. Há aqueles que fazem participações especiais trazendo o detalhe, o pequeno brilho ao enredo. Amigos e pessoas que cruzam nossas vidas deixando aquela marca, aquela passagem que será lembrada.

E os vilões? Ah, os vilões. Quem não adora os vilões não é? São eles que dão o toque especial em todas as histórias. O herói seria tão heróico sem um vilão pra enfrentar no final? E por mais que a gente represente eles representem o lado errado da história, o plano do vilão só é revelado no final sendo que algumas vezes há até alguma intenção boa nele, apesar de ser colocado em prática pelo ponto de vista um tanto quanto contrário do vilão.

Mas são como heróis, personagens principais, que as pessoas seguem com suas histórias. Romance, tragédia, comédia ou terror, todos têm a sua. Escrevem páginas e páginas com suas escolhas, feitos e desejos.

Mas as histórias passam, capítulos se acumulam e uma hora o livro tem que terminar. Depois de anos escrevendo vejo quantas reviravoltas uma história deu. Mas depois de anos, que foram um pouco conturbados e talvez meio dramáticos se comparado com os capítulos do primeiro volume, após uma viagem chega o fim do Livro 2. Com um ponto final termina uma fase, um mundo todo construído, uma forma de viver perseguindo um passado que nunca mais voltará. Com o fim do livro vem aquela sensação da dúvida do que virá agora no próximo. Será que mudará algo? Alguma surpresa ou reviravolta? Novos personagens aparecerão?

Há muitas páginas brancas nesse novo livro e não sei aonde elas levarão a história, mas sei que quero escrevê-las. Quem sabe o final não seja de alguma forma um tanto surpreendente não é?

terça-feira, 30 de março de 2010

Destino e sua mania.


Nossa, quanto tempo que eu não passo por aqui. Mas também com dias tão corridos e cada vez mais cinzas o que mais falta é vontade.

Mas apesar de estar postando, dessa vez vai ser rapidinho. Coisa simples.

Eu costumo sempre comentar das peripécias de Destino e o pessoal que passa um tempo comigo até acha graça. Mas eu falo, Ela não perde a chance de colocar seu dedo em algo, ou de tirar uma com a minha cara.

Hoje encontrei a San assim do nada. Fazia meses que não nos víamos e quase não nos falamos direito, chateações, um clima de merda e tudo mais, mas de repente lá estávamos nós sorrindo um pro outro como se tudo tivesse bem de novo. Mas sabe quando vc dá o doce pra criança e toma de volta? Mesma coisa. Destino adora agir assim. Apenas ouvi um "não posso ficar, vou fazer algo mais importante" e cada um seguiu seu caminho pra um lado.

Fiquei pensando nisso, quais seriam as chances de um encontro assim. O local é comum para os dois, mas e todas as outras variáveis? Tudo que poderia ter acontecido que me fizesse atrasar 1 minuto sequer e ai nunca teríamos nos visto.

Poderia ter saído mais cedo ou mais tarde da editora. Poderia ter perdido o ônibus e pegado o próximo. Poderia ter pego trânsito ou não e vindo mais rápido. Poderia não ter decidido passar no shopping Tatuapé antes do Boulevar, não ido ao banheiro, não parado nas vitrines que passei. Poderia até mesmo não ter recarregado meu bilhete único, parado para amarrar o tênis e tantas outras variáveis que se alterasse apenas um minuto dessa noite faria com que não nos encontrassemos.

Mas mesmo com todas essas possíveis variáveis, tudo aconteceu de um jeito certo e combinado para que estivéssemos ali, naquele minuto, no mesmo lugar e no mesmo caminho um de frente pro outro. Muitos podem chamar isso de acaso ou coincidência mas o que vejo é apenas a malícia que Destino tem em colocar seu dedo em tudo e brincar com suas peças apenas para sua própria diversão.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Hoje minha cidade faz 456 anos


Alguma coisa acontece no meu coração
Que só quando cruza a Ipiranga e a Avenida São João...


Caetano já cantava a paixão por uma cidade pelos olhos de alguém que chega e se depara com uma cinza e cosmopolita São Paulo. Com sua poesia concreta dizia ele, não há como não se fascinar por São Paulo.

Eu costumo dizer que saio às vezes para namorar a cidade visitando os lugares que mais gosto de passar e ficar por algum tempo. Hoje minha “namorada” completa 456 anos. Sempre gostei de mulheres mais velhas (rs).

Minha paixão por essa cidade faz tempo já (mais de 20 pelo menos) e vi a cidade de tudo quanto é jeito. Lembro de lugares que era só mato e hoje há estações de metrô, gente passando a toda hora. Aonde havia ruas e casas hoje avenidas decoradas com altos prédios cortam a paisagem. E lembro também de uma cidade mais verde, menos cinza e muito menos colorida.

Sou Paulistano de coração e nenhuma outra me faz me sentir mais em casa do que São Paulo e olha que já vi muitas por aí heim. Adoro seus Pontos Chics, Parques Ibirapueras, Praças, Metrôs e amo de paixão a Paulista, a avenida, sem esquecer também da paulista, a mulher.

Hoje vejo uma São Paulo maltratada por seus próprios filhos, mutilada, alagada, estressada mas sem perder sua beleza firme, cinza e multicultural. Uma cidade que não dorme, que não para, que só corre, que só trabalha.

Uma cidade que pulsa com a vida de milhões de pessoas. Uma cidade erguida a partir de um pátio de colégio, que abriga povos de vários lugares de dentro e de fora do país. Povos que chegam a São Paulo atrás de um sonho, um futuro e encontram nela uma casa, uma cidade acolhedora de tão mosaica que é. Todo mundo faz parte de São Paulo e ela faz parte de todos...quer dizer, nem todos.

E hoje minha cidade faz 456 anos. Ela faz aniversário, mas quem ganha presente somos nós. Cada vez mais coisas pra ver, fazer, conhecer...só um pouco de tudo que ela tem para nos oferecer. Parabéns Sampa!