Num dos post lá atrás, do antigo Ensaios ainda, eu comentei uma vez sobre um mundo de pessoas. Um mundo aonde essas pessoas viviam conectadas em suas comunidades onde o próximo é afetado pelas ações dos outros e vice versa. Mas ultimamente estava pensando nas pessoas desse mundo. Pessoas especiais que estão por ai e muitas vezes nem nos damos conta ou talvez nunca iremos conhecer por falta de oportunidade.Eu posso dizer que conheci muitas pessoas assim nas minhas viagens. Lembro até hoje do Bruce, um taxista que conheci em Charleston que me levou pra comprar um cartão postal pra San. Rodamos a cidade, ele me ajudou a escolher e ainda me fez chavecar pra ele uma brasileira na fila do correio. Figurassa! E como se esquecer do Nakajima-san, um japa aleatório que me ajudou escrevendo uma carta em japonês sobre meu caso para sair mostrando para os funcionários do trem quando eu perdi minha mochila em Yokohama. Nakajima-san e sua habilidade de escrever em pé uma carta num trem lotado em movimento salvaram minha viagem.
Na viagem de volta de San Juan, sentei ao lado duas mulheres fantásticas. Madeline que tem medo de avião e agarrava minha mão a qualquer tremidinha que ele dava por causa da turbulência e a Vera, uma senhora muito engraçada que estava viajando com os netos e tinha muitas histórias de cruzeiros e ex-maridos para contar. E a cada viagem eu coleciono pessoas assim, esperando encontrar mais e mais delas pelo mundo. Sentada ao lado num ônibus, num avião, parada ao lado numa fila, quando menos esperar.
Não só pessoalmente, mas na internet também se pode encontrar esses achados de pessoas. Vira e mexe quando vejo, ou no caso leio sobre alguém interessante eu procuro entrar em contato, dar um oi. Por exemplo, foi assim que conheci a Jaque, com seu blog onde conta sua vida pessoal e impressões das coisas que passa. E não só para conhecer, mas para manter contato que ela é uma ferramenta valiosa. Numa viagem conheci a Maya por acaso, uma menina de uma beleza única, com um destino especial e que sem a internet seria difícil conhecer mais ou manter um contato com ela.
Mas essas pessoas são assim, aparecem de forma repentina em nossas vidas, quando menos esperamos e se tornam rapidamente parte importante dela. Qual é a chance de encontrar por acaso pessoas como aquele amor da sua vida, aquele novo melhor amigo ou aquela história para se identificar? Pequena com certeza, mas ainda sim preenchemos nossa vida com várias delas.
E digo que chega a ser triste imaginar quantas dessas pessoas deixaremos de conhecer por falta de tempo ou oportunidade e por isso devemos experimentar e dar uma chance a cada uma delas. Ta bom, ta certo que nem todas valem a pena, mas ai acredito que no final a porcentagem é positiva sim.
Sei que olho pela janela e penso na várias histórias que valem a pena conhecer por ai e sei que basta apenas olhar com atenção para essas pessoas do mundo.


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