quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Amor de Novela


Eita, quanto tempo longe do blog. Certeza que a promessa de final de ano de ser menos preguiçoso não deu certo. =P

Mas voltando a colocar as palavras no Ensaios, essas semanas estava pensando em algumas pessoas e suas histórias.

Como bom Aquariano, sei que um entre muitos do males de Aquárius, é achar que a vida é que nem nos filmes. Ação, terror, aventura, está tudo valendo. Criamos em nossas cabeças um verdadeiro mundo próprio, com vida e cenas dignas de um épico das telonas e o gênero mais espelhado quando não o drama é a comédia romântica.

O Brasil não tem uma cultura de comédia romântica e brasileiro se identifica mesmo com é novela, gênero mais que enraizado no imaginário do povo. Natural os amores serem espelhados então nessas histórias das telinhas.

Muito parecido com as comédias românticas, os amores nas novelas são representadas quase sempre da mesma forma. Um bom conhecedor do gênero (dentro e fora das telonas) perceberá da mesma forma o paralelo e as diferenças em seus tipos divididos por horários.

Malhação

Nem sei se esse tipo ainda existe. Esse amor é aquela coisa de adolescente, de romance bobo e descompromissado. De se apaixonar pela professora, pela colega de classe. De sofrer horrores fazendo tempestade em copo d’agua, de mudar de opinião muito rápido e de achar que tudo é pra sempre.

Assim era pelo menos na minha época, hoje do jeito que os jovens estão esse tipo de amor deve estar mais pra uma sessão proibida pra menores de 18 anos.

Novela das 6

Seu primeiro amor deve estar por aqui. Por aqui ficariam os amores inocentes, os que arrancam suspiros, riso bobo vindo do nada, a paz de uma companhia. Histórias simples, açucaradas e que se desenvolvem de forma lenta, as vezes desajeitada. Mocinho sempre está com a mocinha até o último capítulo.

Novela das 7

Percebam que essa novela já é mais agitada se não a engraçada. Aqui estão as paixões, o desejo de dois, os amores breves e fulminantes, amores intensos. Nos amores de novela das 7 gastam-se anos em meses, queimamos a lenha toda de uma vez como se não houvesse o amanhã, como se não precisasse do amanhã já que tudo que você quer está ali no agora. Muitas vezes inconsequentes esses são os amores lembrados com carinho, que arrancam riso de como vieram e foram deixando saudades para nunca serão esquecidos.

Novela das 8 (ou das 9 como é agora né)

Agora estamos falando da típica comédia romântica. Há as mesmas reviravoltas de se conhecerem, se gostarem, se afastarem, se reencontrarem, deixar tudo de lado e resolverem o último mal entendido. Aqui mocinho e mocinha são mais maduros, amores são mais épicos e complexos, há todo um elenco e núcleos envolvidos e interligados. Antagonistas jogando contra, isso quando os próprios personagens principais não colocam tudo a perder. E nesse tipo, mesmo com vilões, tragédias, dramas o amor de novela das 8 é devidamente conduzido para depois de uns 127 capítulos chegar a um final feliz.

Então,seja qual for o formato dificilmente você escapará de se espelhar uma dessas histórias ainda mais se no caso, você for um aquariano.

E esse post eu dedico a ao Oto, um grande amigo que após muitas novelas finalmente encontrou sua mocinha da novela das 8. =)

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

O novo velho ensaio de final de ano


Dezembro é um dos meses mais óbvios que temos no ano. Começa sempre trazendo a sensação que o ano está acabando, de que ou fizemos muito ou “OMG!” o ano esta acabando e ainda falta muito pra fazer! E de quebra após o natal começa a semana de reta final pra acabar o ano pra aumentar ainda mais essas impressões.

Pode até parecer que o ano passou rápido e para alguns até passou mesmo, mas essa noção vem praticamente de tudo que aconteceu durante esses doze últimos meses. Um ano com mil coisas que aconteceram será lembrado como corrido e cheio enquanto um sem nada vai passar voando.

Não tenho o que reclamar de 2010 até por que foi o ano que pedi. Lembro do meu post de 2009 e do ano que tive e que na virada desejei um ano diferente. E não é que o velho ditado do “cuidado com o que pede, pois pode ter o azar de conseguir” ta certo? Este ano foi beeeem diferente de 2009, cheio de correria, problemas, novidades (hello Selene e Diana) mas no final acabou tudo bem.

Se bem que só nos últimos minutos você pode dizer que o ano acabou bem ou não, pq até a meia noite do dia 01 (ou será meia noite do dia 31???) muita coisa pode acontecer.

O fato é que a virada é a chance de canalizar aquele desejo pro ano que vem e quem sabe mudar tudo. Eu nessa virada vou ficar na minha, receber 2011 quieto e de boa mas sem deixar de fazer os mesmos três planos que faço todo ano desde sei lá quando: aprender a nadar, aprender a dirigir e aprender um novo idioma.

Como depois de hoje só verei internet no ano que vem deixo um FELIZ ANO NOVO! para todos que pararam um tempinho para ler os Ensaios e ano que vem está ai já, reencontro todos em 2011!

5 acontecimentos para lembrar do meu 2010

Dois dias para que possamos deixar 2010 para trás e focar no que vem ai, em tudo que 2011 pode ser.

Este foi um ano especial, fato, e escolhi 5 “world shacking events” do meu ano que junto com muito mais do mesmo de sempre ajudaram a definir 2010.

5º WSE – O ano da preguiça
De todos os pecados capitais, preguiça foi o que mais pratiquei no ano. Esse ano larguei os blogs, os jogos, os planos pro ano e até meu quarto deixei de arrumar. Não sei de onde veio tanta falta de vontade de fazer as coisas mas fez com que o ano se arrastasse um pouco.

4º WSE – Meet San Juan
Por conta de compromissos do trabalho todo ano eu acabo viajando para algum país diferente e esse ano acabei parando em San Juan. A viagem não só valeu pelo lugar que é fantástico mas também pelas pessoas que conheci no caminho. Entre elas estava a Madelaine e a Vera, no vôo para Miami. Pessoas tão divertidas e interessantes que não vou esquecer tão cedo e me fazem pensar o quanto tem de gente legal pra se conhecer ainda por ai.

3ºWSE – Um P se casa
Nunca na história desse País um P se casou. Moramos juntos, enrolamos por anos mas casar casar assim de verdade...não. Mas e não foi que nesse ano a Dri finalmente laçou o Erik de jeito e o arrastou para o altar? Mesmo no meio de um mês cheio de eventos importantes não pude deixar de ir ao casamento desse casal de amigos tão queridos e que foi um ponto alto do terceiro trimestre do ano.

2º WSE – Desafiando Destino
Fazer algumas besteiras é uma coisa, mas cutucar a onça, no caso Destino, com vara curta já é um abuso, confesso. E passei praticamente todo o ano no limite entre o que podia e não podia fazer, achando brechas, interpretando acordos e aprontando. Querer alguém que não posso cobiçar foi só a cereja do bolo pra completar todos os rolos de 2010.

1º WSE – Selene e Diana chegam ao mundo
E o top da lista não podia ser algo diferente do que o nascimento das gêmeas. Selene e Diana chegando ao mundo não só foi O acontecimento do meu 2010 como dividiu minha vida em AG/DG, Antes das Gêmeas Depois das Gêmeas. Mesmo com tantos sacrifícios, entre elas boa parte da liberdade que tinha, vê-las olhando pra mim enquanto dou a mamadeira pra elas é uma das coisas mais apaixonantes que já vi.

E isso resume um pouco o meu 2010. Que venha 2011 agora!!

domingo, 22 de agosto de 2010

Vivendo e não aprendendo

Apesar de passar muito tempo longe do Ensaios eu me divirto com ele. Das coisas que vejo e quero dizer vou criando uma listinha de futuros tópicos e assuntos para comentar. Muitas vezes acabo não escrevendo para não envolver sentimentos pessoais no posto. Um post sobre Amor, mas estando com raiva não seria um post igual e verdadeiro como um ensaio apenas sobre o assunto.

Mas não vivemos num bolha não é? E como esse ano anda tão turbulento acho que se fosse aplicar isso sempre eu passaria o ano todo longe do blog.

E de todas as coisas que acontecem já reparou como algumas delas não são nada novidades? A cada ano fazemos escolhas, vivemos coisas, fazemos besteiras e a ideia geral é que aprenderíamos com essas experiências para que se passássemos pelas mesmas coisas poderíamos então escolher novos rumos ou dessa vez acertar.

Besteira!

Mais até do que pensamos ou gostaríamos de admitir fazemos as mesmas besteiras ou passamos igualmente pelas mesmas coisas que supostamente deveríamos já estar escaldados. “Eu nunca mais vou beber” , alguém? Ou “Vou tomar jeito agora” pode ser a da vez, mas tem sempre a clássica “nunca mais passarei por isso de novo”. Besteira, besteira, besteira.

Passamos por certas coisas que nos fazem acreditar que saímos mais forte delas. Um amor perdido irá doer menos da próxima vez pq já sabemos o que esperar. Uma traição de um amigo será menos surpreendente pq talvez nunca iremos nos abrir assim após a primeira apunhalada. Ou abandonar alguém que se gosta parece menos difícil da segunda vez, ou terceira, quarta..., mas só parece pq estaremos lá para errar de novo.

E pq passamos pelas mesmas coisas quando deveríamos ter aprendido com o erro passado? Sei que aprendi a não enfiar o dedo no bocal lá da lâmpada mas pq não aprendi q não se deve confiar no coração ao invés da razão? Será que a experiência de errar é tão boa assim que acabamos sempre voltando a ela? Será pq como regra do jogo uma vez faz parte, duas até vai e três já deu?

Seja qual for essa formula dessa conta a verdade é que estamos vivendo, vivendo e não aprendendo.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Pessoas do mundo

Num dos post lá atrás, do antigo Ensaios ainda, eu comentei uma vez sobre um mundo de pessoas. Um mundo aonde essas pessoas viviam conectadas em suas comunidades onde o próximo é afetado pelas ações dos outros e vice versa. Mas ultimamente estava pensando nas pessoas desse mundo. Pessoas especiais que estão por ai e muitas vezes nem nos damos conta ou talvez nunca iremos conhecer por falta de oportunidade.

Eu posso dizer que conheci muitas pessoas assim nas minhas viagens. Lembro até hoje do Bruce, um taxista que conheci em Charleston que me levou pra comprar um cartão postal pra San. Rodamos a cidade, ele me ajudou a escolher e ainda me fez chavecar pra ele uma brasileira na fila do correio. Figurassa! E como se esquecer do Nakajima-san, um japa aleatório que me ajudou escrevendo uma carta em japonês sobre meu caso para sair mostrando para os funcionários do trem quando eu perdi minha mochila em Yokohama. Nakajima-san e sua habilidade de escrever em pé uma carta num trem lotado em movimento salvaram minha viagem.

Na viagem de volta de San Juan, sentei ao lado duas mulheres fantásticas. Madeline que tem medo de avião e agarrava minha mão a qualquer tremidinha que ele dava por causa da turbulência e a Vera, uma senhora muito engraçada que estava viajando com os netos e tinha muitas histórias de cruzeiros e ex-maridos para contar. E a cada viagem eu coleciono pessoas assim, esperando encontrar mais e mais delas pelo mundo. Sentada ao lado num ônibus, num avião, parada ao lado numa fila, quando menos esperar.

Não só pessoalmente, mas na internet também se pode encontrar esses achados de pessoas. Vira e mexe quando vejo, ou no caso leio sobre alguém interessante eu procuro entrar em contato, dar um oi. Por exemplo, foi assim que conheci a Jaque, com seu blog onde conta sua vida pessoal e impressões das coisas que passa. E não só para conhecer, mas para manter contato que ela é uma ferramenta valiosa. Numa viagem conheci a Maya por acaso, uma menina de uma beleza única, com um destino especial e que sem a internet seria difícil conhecer mais ou manter um contato com ela.

Mas essas pessoas são assim, aparecem de forma repentina em nossas vidas, quando menos esperamos e se tornam rapidamente parte importante dela. Qual é a chance de encontrar por acaso pessoas como aquele amor da sua vida, aquele novo melhor amigo ou aquela história para se identificar? Pequena com certeza, mas ainda sim preenchemos nossa vida com várias delas.

E digo que chega a ser triste imaginar quantas dessas pessoas deixaremos de conhecer por falta de tempo ou oportunidade e por isso devemos experimentar e dar uma chance a cada uma delas. Ta bom, ta certo que nem todas valem a pena, mas ai acredito que no final a porcentagem é positiva sim.

Sei que olho pela janela e penso na várias histórias que valem a pena conhecer por ai e sei que basta apenas olhar com atenção para essas pessoas do mundo.

domingo, 27 de junho de 2010

Voltando

Nossa quanto tempo sem postar. Esse ano além de ser meio conturbado (vide a falta de posts) eu estava de férias do blog. O final do livro dois foi um pouco conturbado e eu precisava mesmo colocar algumas coisas em ordem. Mas o livro três já começou a todo vapor e mesmo sem rumo já passou a hora de voltar.

Claro que não vou prometer posts diários, quem me conhece sabe a preguiça que tenho as vezes somado com uma ligeira falta de tempo mas passarei mais tempo por aqui.

Há muito pra falar, pra contar, pra revelar ainda e espero que o Ensaios siga novas direções. To terminando um post sobre pessoas que encontrei por ai, tem outro sobre Desejo rascunhado e quem sabe esse ano finalmente não sai o ensaio já citado sobre Mentira.

Mas por enquanto é apenas um "voltando". E é bom estar de volta =)

terça-feira, 13 de abril de 2010

Fim do Livro 2


Esse ano definitivamente tem sido um ano atípico. Ta corrido, ta estranho e ta diferente. Para o bom ou para o ruim ainda não sei.

Se pararmos para pensar que na vida de muitos acontece tanta coisa que muitos livros poderiam ser escritos com essas histórias.

As pessoas são personagens principais, heróis de suas próprias histórias e o que vivem muitas vezes podem ser divididas em sessões, capítulos ou verdadeiros livros. Não é a toa que tantas histórias acabam realmente indo parar em algumas páginas.

Muitos como coadjuvantes participam das histórias de outras pessoas, assumindo um papel secundário, porém importante para que a trama se desenvolva. São os casos, as paqueras, as histórias paralelas. Há aqueles que fazem participações especiais trazendo o detalhe, o pequeno brilho ao enredo. Amigos e pessoas que cruzam nossas vidas deixando aquela marca, aquela passagem que será lembrada.

E os vilões? Ah, os vilões. Quem não adora os vilões não é? São eles que dão o toque especial em todas as histórias. O herói seria tão heróico sem um vilão pra enfrentar no final? E por mais que a gente represente eles representem o lado errado da história, o plano do vilão só é revelado no final sendo que algumas vezes há até alguma intenção boa nele, apesar de ser colocado em prática pelo ponto de vista um tanto quanto contrário do vilão.

Mas são como heróis, personagens principais, que as pessoas seguem com suas histórias. Romance, tragédia, comédia ou terror, todos têm a sua. Escrevem páginas e páginas com suas escolhas, feitos e desejos.

Mas as histórias passam, capítulos se acumulam e uma hora o livro tem que terminar. Depois de anos escrevendo vejo quantas reviravoltas uma história deu. Mas depois de anos, que foram um pouco conturbados e talvez meio dramáticos se comparado com os capítulos do primeiro volume, após uma viagem chega o fim do Livro 2. Com um ponto final termina uma fase, um mundo todo construído, uma forma de viver perseguindo um passado que nunca mais voltará. Com o fim do livro vem aquela sensação da dúvida do que virá agora no próximo. Será que mudará algo? Alguma surpresa ou reviravolta? Novos personagens aparecerão?

Há muitas páginas brancas nesse novo livro e não sei aonde elas levarão a história, mas sei que quero escrevê-las. Quem sabe o final não seja de alguma forma um tanto surpreendente não é?