Apesar de passar muito tempo longe do Ensaios eu me divirto com ele. Das coisas que vejo e quero dizer vou criando uma listinha de futuros tópicos e assuntos para comentar. Muitas vezes acabo não escrevendo para não envolver sentimentos pessoais no posto. Um post sobre Amor, mas estando com raiva não seria um post igual e verdadeiro como um ensaio apenas sobre o assunto.Mas não vivemos num bolha não é? E como esse ano anda tão turbulento acho que se fosse aplicar isso sempre eu passaria o ano todo longe do blog.
E de todas as coisas que acontecem já reparou como algumas delas não são nada novidades? A cada ano fazemos escolhas, vivemos coisas, fazemos besteiras e a ideia geral é que aprenderíamos com essas experiências para que se passássemos pelas mesmas coisas poderíamos então escolher novos rumos ou dessa vez acertar.
Besteira!
Mais até do que pensamos ou gostaríamos de admitir fazemos as mesmas besteiras ou passamos igualmente pelas mesmas coisas que supostamente deveríamos já estar escaldados. “Eu nunca mais vou beber” , alguém? Ou “Vou tomar jeito agora” pode ser a da vez, mas tem sempre a clássica “nunca mais passarei por isso de novo”. Besteira, besteira, besteira.
Passamos por certas coisas que nos fazem acreditar que saímos mais forte delas. Um amor perdido irá doer menos da próxima vez pq já sabemos o que esperar. Uma traição de um amigo será menos surpreendente pq talvez nunca iremos nos abrir assim após a primeira apunhalada. Ou abandonar alguém que se gosta parece menos difícil da segunda vez, ou terceira, quarta..., mas só parece pq estaremos lá para errar de novo.
E pq passamos pelas mesmas coisas quando deveríamos ter aprendido com o erro passado? Sei que aprendi a não enfiar o dedo no bocal lá da lâmpada mas pq não aprendi q não se deve confiar no coração ao invés da razão? Será que a experiência de errar é tão boa assim que acabamos sempre voltando a ela? Será pq como regra do jogo uma vez faz parte, duas até vai e três já deu?
Seja qual for essa formula dessa conta a verdade é que estamos vivendo, vivendo e não aprendendo.

