
Alguma coisa acontece no meu coração
Que só quando cruza a Ipiranga e a Avenida São João...
Caetano já cantava a paixão por uma cidade pelos olhos de alguém que chega e se depara com uma cinza e cosmopolita São Paulo. Com sua poesia concreta dizia ele, não há como não se fascinar por São Paulo.
Eu costumo dizer que saio às vezes para namorar a cidade visitando os lugares que mais gosto de passar e ficar por algum tempo. Hoje minha “namorada” completa 456 anos. Sempre gostei de mulheres mais velhas (rs).
Minha paixão por essa cidade faz tempo já (mais de 20 pelo menos) e vi a cidade de tudo quanto é jeito. Lembro de lugares que era só mato e hoje há estações de metrô, gente passando a toda hora. Aonde havia ruas e casas hoje avenidas decoradas com altos prédios cortam a paisagem. E lembro também de uma cidade mais verde, menos cinza e muito menos colorida.
Sou Paulistano de coração e nenhuma outra me faz me sentir mais em casa do que São Paulo e olha que já vi muitas por aí heim. Adoro seus Pontos Chics, Parques Ibirapueras, Praças, Metrôs e amo de paixão a Paulista, a avenida, sem esquecer também da paulista, a mulher.
Hoje vejo uma São Paulo maltratada por seus próprios filhos, mutilada, alagada, estressada mas sem perder sua beleza firme, cinza e multicultural. Uma cidade que não dorme, que não para, que só corre, que só trabalha.
Uma cidade que pulsa com a vida de milhões de pessoas. Uma cidade erguida a partir de um pátio de colégio, que abriga povos de vários lugares de dentro e de fora do país. Povos que chegam a São Paulo atrás de um sonho, um futuro e encontram nela uma casa, uma cidade acolhedora de tão mosaica que é. Todo mundo faz parte de São Paulo e ela faz parte de todos...quer dizer, nem todos.
E hoje minha cidade faz 456 anos. Ela faz aniversário, mas quem ganha presente somos nós. Cada vez mais coisas pra ver, fazer, conhecer...só um pouco de tudo que ela tem para nos oferecer. Parabéns Sampa!


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