sábado, 26 de dezembro de 2009

Um ano de perdas...


O ano está quase no fim. Ainda faltam alguns dias, mas como não estarei por aqui coloco mais cedo um último post do ano.

Acho que o final de ano é a festa que mais traz uma carga junto com a data. No ano passado comentei sobre essa carga e a força que gera. Literalmente bilhares de pessoas estão aguardando o fim de mais um ano e esperando que um novo ano comece, um ano melhor. Planos e promessas são feitas enquanto cada um avalia o ano que está terminando.

Dizem que a forma que você passa a virada ou o que consegue fazer com essa corrente de ano novo, define completamente seu próximo ano. Com a virada que tive em 2008, isso não poderia ter sido mais verdade com 2009.

Pra falar sem frescura o ano de 2009 foi um ano perdas. Timidamente um vento de mudanças soprou e levou as primeiras coisas importantes embora. Ai perderam-se as festas anuais que sempre tive, as tradições criadas, costumes e momentos importantes. Perdi o favor da tríade e a liberdade de escolher um próprio caminho.

Este ano foi o ano que o dinheiro perdeu o rumo junto com a segurança e o prazer de produzir. O ano que perdi amigos, projetos e a paciência. As vontades não demoraram muito para se perderem também junto com todos os planos, desejos e até a paixão pelo sorvete de abacaxi.

E a maior perda de todas foi perder o importar. Com ele um mundo inteiro se perdeu, um mundo que era nosso, um mundo único e o mundo pelo qual vivia. O único mundo que realmente importava.

Mas como a roda não para, um ano termina e outro começa. Futuro continua a frente de seu trem arte-finalizando seus rascunhos e o que fazemos é aproveitar a virada para desejar coisas para o próximo ano.

Não sei o que esperar de 2010, mas certamente farei as três promessas que sempre faço. As mesmas três promessas que nunca cumpro.

E você? Não deixe de desejar algo, 2010 já já está ai.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Um ano de ensaios...


Nem parece que faz tanto tempo assim que pensei em colocar num blog tudo aquilo que já pensava, vivia e sabia. Como um projeto pro ano seguinte pra suprir uma vontade de falar as coisas com quem não tinha mais com quem falar eu decidi começar a escrever e assim nasceu o Ensaios Sobre Coisas.

Confesso que no começo mesmo sendo divertido foi um pouco difícil. Não queria dar uma cara pessoal ao blog ao mesmo tempo em que a maioria dos posts tinham a ver com experiências próprias.

Aqui ensaiei desde coisas engraçadas ou revoltantes que via no dia a dia, como quase ter sido atropelado várias vezes pelas mulheres dos prédios perto de casa ou o jeitinho brasileiro das pessoas que sempre querem ter vantagem nas coisas. Falei sobre pessoas e como elas agiam, sobre mundos e como é possível perdê-los. Falei sobre um jardim que murchou por falta de atenção, sobre como lidar com situações adversas, sobre conceitos, lendas, histórias e até a amada São Paulo foi assunto nesse ano. Tristeza, Destino, Paixão entre outros sonhos também foram assuntos do Ensaios, que alias é uma segunda versão já que por burrice minha problemas técnicos o Google deletou o primeiro blog.

Fico contente que ele tenha durado um ano pelo menos, que mesmo não sendo nada dedicado para escrever, o Ensaios completou esse primeiro ano no ar. Que venha então mais um ano, dois ou três anos porque o que não falta são assuntos para comentar por aqui.

Parabéns Ensaios! Estamos só começando...

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Quando alguém se torna real


Final de ano chegando e os dias vão ficando mais curtos, cheios e corridos. Pela preguiça falta de tempo de passar por aqui os assuntos dos posts vão se acumulando. Desejo, ciladas sociais, Paixão e até aquele ensaio sobre Mentira já vi que vão acabar ficando para o ano vem (logo ai).

Entre um e outro ensaio escrito e não terminado começo esse para falar de outras coisas, coisas mais atuais.

Quem convive com a peça aqui sempre escuta falar das ciladas e entre outras convenções sociais. Uma delas é sobre puxar assunto com pessoas desconhecidas e como muitas vezes as pessoas simplesmente se incomodam com isso. Mas hoje eu estava lá no ônibus e uma moça ao meu lado simplesmente puxou um assunto qualquer. Claro que como sou simpático (rsrs) eu continuei e assim conversamos um pouco durante o caminho. Despedimos-nos, ela desceu e cada um seguiu seu caminho para talvez nunca mais se cruzar de novo.

Nem ao menos soube o nome dela e lembrei do quanto um nome faz diferença e o poder que tem de definir algo. Até comentei aqui (na verdade no antigo Ensaios) sobre o conceito da Morena do Ônibus associado ao poder do nome das coisas.

A idéia é que um nome não apenas define algo como o torna real. No exemplo dessa menina no ônibus sempre vou lembrá-la como a menina do ônibus que puxou um assunto qualquer. Se tivéssemos nos apresentado e ela por acaso se chamasse Camila, seria diferente. Seria a Camila que conheci no ônibus, que tem uma vida, é uma pessoa com sonhos, problemas, alegrias, ambições, alguémmais comum.

Um dos exemplos que uso é tentar imaginar algo. Pensar em algo duro, áspero, pode ser pequeno e quase esférico. Irregular, pesado, entre outras características te ajudam a tentar definir esse “algo”. Mas e se souber que o que tenta imaginar é uma pedra? Todas essas características ficam resumidas a uma simples palavra, simples e quase que limitado.

O nome é apenas um dos fatores usados quando se define alguém por exemplo. Nem precisa ir muito longe, só tentar lembrar de alguém com alguma certa caracteristica. Quanto mais se conhece alguém menos sobra espaço para as fantasias e vislumbres que o desconhecido proporciona e chama atenção. Mas também nem por isso torna esse alguém menos interessante. Semanas atrás passeando pela blogesfera achei um blog interessante e resolvi escrever para a escritora. Trocamos alguns e-mails, falamos de uma ou outra coisa e minha curiosidade acabou me fazendo querer saber quem era a pessoa por trás desses assuntos avulsos. Nome falso, e-mail alternativo, fotos sem os olhos e toda a parte encoberta era preenchida pela imaginação e achismo sobre quem era essa pessoa. Acabei por conhecê-la de verdade e ao encontrá-la, não a personagem e sim a pessoa real, descubro alguém mais interessante ainda do que aquela que mantinha no plano das idéias. Conhecer seu nome real e como ela é trouxe uma visão totalmente nova sobre ela. Uma pessoa com vida, brilho, alegria, tristeza, sonhos e dona de um sorriso único e real que uma personagem ou até mesmo um conceito social como a Morena do Ônibus não pode ter.

Geralmente é o que acontece ao se nomear. Trazer para o mundo palpável, real, logo ali ao toque. Um mundo cada vez mais presente, aonde o físico sobrepõe o conceito e que às vezes faz com que o interessante se perca. Ruim é nem sempre ter controle sobre isso, não poder fazer com que ao te conhecerem tudo mude. O interesse e curiosidade são fáceis de se perder e não deixam de ser apenas mais uma cilada social que alias é um assunto para um próximo post...

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

O Segredo é Descomplicar



Eita, quanto tempo sem postar, mas está meio difícil conciliar tempo, vontade de escrever com assuntos interessantes. Às vezes eu gostaria de ter aqueles gravadorzinhos pois você pensa no post mas até chegar em casa já foi tudo. E nem preciso dizer que não sou uma pessoa disciplinada para isso né, mas aqui estou eu postando novamente.

Já parou para pensar em como muitas coisas parecem complicadas demais? Já pensou como há sempre histórias em cima de histórias, tramas, situações, dúvidas e drama tudo junto e as pessoas no meio de tudo isso? Por isso que o segredo é descomplicar.

As pessoas são complexas por natureza e muitos aspectos dessa natureza, no caso a convivência social e afetiva, refletem essa tendência de complicar. No reino animal há diversos casos de liderança por hierarquia, atração por feitos e cheiros, dominação por subjugação e demonstração de capacidade além da interação por senso de bem comum, mas de todos os seres vivos as pessoas são as únicas que realmente complicam a própria vida por querer.

Por algo assim que talvez exista aquela história de que o que vem fácil não tem o mesmo gostinho bom, o que é simples é fútil, raso e muitas vezes desinteressante e ai que entra o complicar. Duas pessoas se gostarem (ou não) vira uma novela mexicana com direito a cenas, conspirações, reviravoltas e final feliz (ou não também). Um objetivo se torna um pico difícil de escalar, praticamente um Everest desafiando sua vontade de conseguir o que quer. E por vezes algo simples que te dizem cai com um peso maior com o estrago de uma pedra arremessada pela janela criando possibilidades e dúvida.

Quem não tem essa mania de complicar, como se quisesse sempre o diferente e a experiência única. Num outro post eu comentei sobre praticidade e como ela ajuda a lidar com as coisas, mas descomplicar por sua vez busca resolvê-las, mesmo que tirando seu tempero.

Por isso que o segredo é descomplicar, parar de frescura drama e aceitar que às vezes A é A e pronto. Que não é preciso todo esse floreio em volta de algo para ver, ou em alguns casos não ver, que o problema não é tão grande quanto parece, e às vezes nem está assim tão mal.

Mas fala isso pra sua natureza que aprendeu a gostar disso, que pra tornar tudo especial não deixa de caprichar nesse tempero que eu, particularmente, não paro de abusar.

domingo, 18 de outubro de 2009

O que me importa essa tristeza


Nessa semana que passou vi no caminho uma menina linda com sua namorada e chorando de tristeza. Nada escandaloso só aquela lágrima que você tenta segurar e não consegue. Eu que não sou nada discreto fui pego várias vezes olhando. Como se apenas os dois primeiros fatos já não fossem suficientes para despertar meu interesse poucas coisas chamam minha atenção com uma menina triste.

Por aquele tempo, os outros ao redor eram apenas os outros e ali olhando para ela me perguntava qual seria sua história. Quando ela me olhava, o que aqueles olhos tristes queriam dizer e o que a poderia tê-la entristecido tanto logo de manhã para ela estar assim? Não era uma chateação ou desapontamento qualquer, que no geral são os principais motivos de um sentimento assim, mas sim apenas pura tristeza.

Acontece que muita gente se sente triste, mas poucas realmente sentem Tristeza. Melancolia, apatia, desinteresse, chateação, e tantos outros sentimentos geram esse estado de se sentir triste, mas na verdade seria apenas mais uma falta de alegria, mesmo que momentânea, que então gera tristeza tanto que muitas vezes passa rápido ou logo nos distraímos com outra coisa.

Uma vez alguém me disse que não existe felicidade, mas apenas momentos felizes. Seria então esses espaços entre esses momentos felizes a origem de se sentir triste? Poderia dizer então que tristeza é apenas a falta de felicidade, assim como a escuridão é apenas a falta de luz? Sendo assim tristeza não existiria seria apenas uma condição dependente de outra, o que deixaria a formula muito mais simples para ser resolvida com certa praticidade. Esse alguém certamente não tinha vivido o suficiente.

O toque de Tristeza é diferente disso, é profundo e te puxa pro fundo do poço. Seu abraço é como o óleo no mar que impede a luz de passar e logo não só as coisas parecerão perdidas e fora do lugar como sua vontade por elas desaparecerá também. Junto vem a dor que ela te faz sentir e o desespero da perda, a falta de ar e o não importar. Os momentos alegres ainda estarão presentes nos risos dos amigos, nos prazeres da vida que ainda perder, nas obrigações e responsabilidades, mas no fim do dia ela ainda estará lá se alimentando da sua dor, pois é assim que eles agem, é essa a grande motivação.

Uma das musicas que eu acho que mais passa essa real tristeza é "O que importa" da Marisa Monte. Ela não só canta habilmente com uma certa tristeza mas faz com que essa tristeza seja sentida por aqueles que sabem como é.

O fato é que quem conhece Tristeza sabe a diferença entre seu toque e a maioria das coisas que não te deixam alegre. A menina sem nome que eu olhava e comentei no inicio do post certamente sabe, só nunca saberá o que realmente chamou minha atenção naquele dia.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Datas especiais

Ao longo dos anos passamos por muitas dessas datas, feriados, dias para lembrar e celebrar que marcam momentos importantes, feitos extraordinários.

Além dos muitos feriados que o Brasil já tem as pessoas também criam suas próprias datas especiais. Como se fossem feriados próprios, elas colocam no calendário momentos marcantes para serem lembrados e comemorados. Viagem, encontros, jura de primavera, ou muitos aniversários sejam eles de nascimento, casamento ou morte. Experiências, datas e pessoas que acham de valia se importar.

É curioso pensar que são mais as mulheres que se apegam a coisas assim. Qual delas nunca contou os dias do primeiro mês de namoro, a data do primeiro beijo, o dia exato daquela briga que eles nem lembram mais? Não que eles também não guardem muitas dessas datas, mas você, homem, certamente vai se esquecer de uma ou outra e elas no geral sempre vão te lembrar.

A cada data celebrada ano após ano o sentido/motivo da data se renova e se recarrega, muitas vezes sendo até como se o próprio momento fosse vivenciado novamente. Muitas das tradições que hoje temos como páscoa, natal entre outras são exemplos de comemorações assim, repetidas ano a ano. Datas e momentos que ganharam força com o tempo como uma grande arvore que envelhece, mas que também podem perder suas raízes no tempo e desaparecerem.

Juras trocadas na Primavera estarão lá a cada ano, mesmo após perderem o sentido para aqueles que juraram. Pouco resiste ao tempo ou então a escolhas feitas, mas algumas vezes datas são perdidas apenas para que possa haver novas coisas a celebrar. Mesmo sem perceber você estará comemorando algo pela última vez e só se dará conta quando os anos passarem.

Essas datas pessoais mostram que algo ou alguém é especial, não há limites para elas e seja uma ou mil datas não deixe de ter as suas. A Primavera novamente está ai, hora de celebrar. Feliz dia 21 San =)

domingo, 23 de agosto de 2009

Um relógio que corre pra trás...


Jogação!
Chateação!
Domingão!

Nunca fui muito fã do Pânico na TV, mas além da Piu Piu o que não da para perder é o quadro do Christian Pior. O humor venenoso do Evandro (que até sigo no twitter) é o melhor, cheio de seus únicos “se corta invejosa” e tiradas inteligentes. Imagina se todos fossem desse jeito, ou se então não precisasse ficar medindo palavras para o bem comum...Eu pelo menos estaria ferrado.

Hoje tinha decidido escrever sobre isso, destilando veneno sobre pessoas toscas e tudo mais, mas ai meu domingo foi passando e as idéias mudando. Pronto a enfrentar o cada vez mais triste fds, cabulei de novo o Taiko e aluguei um monte de filmes para assistir comendo porcaria. Um dos filmes foi o Ensaio Sobre a Cegueira, que é lamentável. Não vou nem discutir a qualidade do filme como filme, mas ele só mostra o potencial para a podridão do ser humano, e isso nós sabemos que não é nenhuma novidade.

Mas aproveitei para assistir um filme que me arrependi de ter perdido no cinema, O Curioso Caso de Benjamin Button. Esse é certamente o tipo de filme que compro sem nem ter visto, sabendo que será muito bom. O filme já começa com uma história de um relógio que corre pra trás, mas de tudo que tem na história acho que o mais triste é a mensagem que nada dura para sempre. Acredito que tem coisas que duram sim, mas o que adianta se nós não duramos para sempre?

O quanto é triste saber que certamente irá perder algo que goste muito. Ter certeza do que há no final, de que por mais seja forte e eterno que sejam as coisas o pra sempre, sempre acaba. Isso nos faz ver valores diferentes, sentidos para coisas grandes e pequenas.

O quanto se deixa de ver, de se conhecer por essa falta de “pra sempre”? Como se pode ser plenamente feliz com algo se entender que esse algo vai acabar? Com o clichê “que seja eterno enquanto dure”? Creio que não, e dessa vez não culparei Destino pelas coisas serem assim.

Perdemos a maioria das coisas por causa de nossas próprias escolhas, e as que não perdermos o tempo se encarrega de levar. Por mais que as coisas da vida não durem para sempre o arrependimento das escolhas erradas ou a alegria das coisas vividas irão sempre durar. Pelo menos até que o seu pra sempre acabe.

“Nós perdemos as pessoas que amamos porque assim descobrimos que elas são importantes“
- O curioso caso de Benjamin Button (filme)

sábado, 15 de agosto de 2009

Então vamos ser práticos?

Hoje é dia dos solteiros e acabei passando o dia da forma mais solteira possível...em casa sozinho sem fazer muita coisa. Eu até tinha planejado de sair, mas acabou não dando certo então fiquei sem vontade de fazer qualquer outra coisa. Um dia ainda aprendo...

Se bem que essa semana eu coloquei minha praticidade aquariana para funcionar. Mas não se pode confundir praticidade com conformismo. No conformismo se aceita as coisas como são por falta de vontade ou força de mudar, enquanto a praticidade te faz enxergar se tem ou não como mudar e nesses casos a praticidade te faz aceitar as coisas como são.

A praticidade é puramente racional e pode ser usada muitas vezes para equilibrar o emocional. Pra que chorar por aquela pessoa se você sabe que daqui a 6 meses estará bem, em outra e isso será assunto do passado? Uma amiga minha mesmo ao terminar o namoro ficou super mal, mas está agora aí mais feliz do que antes. Pergunto-me se ela soubesse que ficaria assim agora, teria vivido toda aquela novela então?

Mas nunca se engane que a praticidade funcionará como um remédio para essas coisas pois não é pra isso que ela serve, nem mesmo lendo as entrelinhas. Saiba desde já que isso é algo que a praticidade não faz.

Ser prático nos ajuda a focar, é como se limpássemos a sujeira à volta e ficasse mais claro para pensarmos em tudo. Quem nunca parou e se perguntou “pô, por que tudo isso? Na real é bem mais simples...” e de certa forma essa praticidade é minimalista tornando por exemplo problemas maiores e dramáticos em assuntos retos, claros e completamente resolvíveis..........ou não.

Assim como todo Entendimento, há um outro lado também e é por isso que da mesma forma que a praticidade te ajuda a enxergar as coisas como são, desenvolvê-la a um certo ponto vai as vezes te mostrar uma verdade que não pode ser mudada. Saber que uma situação ruim que está enfrentando agora irá passar daqui um tempo é uma coisa, mas saber que essa tristeza nunca irá passar é muito diferente, não que te faça se conformar com a situação em si mas sei lá parece meio desesperador se imaginar daqui a anos e ainda passando pelo mesmo redomoinho.

Ainda sim trabalhar esse lado pode ajudar a resolver uma porção de coisas. Então vamos ser práticos?

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Abstinência Tecnológica



Se você dedicou um minutinho do seu tempo para ler o blog certamente é por que tem certa intimidade com o computador. Caso contrário usaria a rara oportunidade na frente da telinha para algo mais de seu interesse como ver vídeos no youtube, fuçar no Orkut dos outros ou conferir o piercing da Priscila do BBB.

Mas já pensou ficar longe dessa tecnologia que estamos acostumados no nosso dia a dia? Eu mesmo não fico sem ler meus e-mails e mesmo em casa eu sempre dou uma espiadela na conta do trabalho. Em casa a TV sempre ligada, celular pra lá e prá cá, horas gastas no micro na internet. Toda essa tecnologia está tão no nosso cotidiano que só percebemos a falta que faz quando não podemos ter acesso (aposto que muita gente ficou de mal humor com o twitter hoje).

Bem, a minha percepção dessa abstinência que encabeça o post começou no domingo quando acordei e meu celular não funcionava. A bateria dele tinha acabado e não queria recarregar de jeito nenhum. Como era domingo aproveitei então para lhe dar uma folga.

Mas mesmo com o problema da bateria resolvido, o celular continua desligado e até acho que o problema veio numa boa hora. Eu já tinha me afastado do MSN e do Orkut e não ter o celular a mão ajuda no passo de sumir. A cada mensagem era uma empolgação para ver a msg apenas para ver que a TIM tinha uma nova promoção para mim ou então que meus créditos estavam acabando. Então a semana toda ele ficará desligado. Mas e pra acostumar a não ter ele ali? Toda hora coloco a mão no bolso ou então bate aquela sensação de que o esqueci :P

Com essas coisas de internet eu sempre dei uma torcida de nariz para as novas ondas. Orkut, Blog e até o twitter eu não encanei de entrar na hora não. Lembro do Ryuu me falando do twitter e eu testando e achando super besta mas hoje to lá com o atalho dele no cantinho do meu Firefox.

A verdade é que hoje em dia para mais e mais pessoas toda essa tecnologia é tão normal e sua ausência irrita tanto quanto greve de ônibus ou estação da Sé as 18h. Você lembra a ultima vez que escreveu uma carta a mão? Não? E quando mandou seu ultimo e-mail?

Sou super a favor de toda essa tecnologia do dia a dia mas sei lá, é estranho se deparar com a falta que ela faz não é?

domingo, 2 de agosto de 2009

De peças em peças...



Nem acredito que finalmente um final de semana só para descansar chegou. Após GP, apresentações, Nacional entre outros eventos aqui estou eu com dois dias para simplesmente fazer o que quiser. Ainda sim isso não consegue afastar a idéia que os finais de semana tem sido a parte mais triste da semana. Até a sexta que é dia de Taiko já não é mais a mesma coisa.

Isso me faz pensar que mesmo dando alguns passos eu não andei nada, me faz pensar o quanto estou me enganando ou o quanto estou cansado de tudo isso...

Esses dias mesmo eu fui dar uma passeada e pra variar fui tentar ir ao cinema sozinho. Sem sucesso novamente resolvi então comprar alguma coisa (admito o consumismo). Acabei comprando um quebra-cabeça, daqueles complicados de 1500 peças com um desenho meio tudo igual para complicar mais. Aliás enquanto escrevo esse post ele já esta já meio que na metade e é sobre ele que se trata o post.

Na verdade não sobre o quebra-cabeça, mas sobre como pode haver muito em comum em resolver um problema como esse com resolver algum problema real em nossa vida ou no nosso dia a dia.

Para começar eles sempre têm um tamanho e um desenho definido, mas as peças nunca estão ao seu alcance ou logo de cara para a sua resolução. Sendo assim ambos começam com uma peça inicial, a pedra fundamental daonde o problema surgiu e que a partir dela o problema começará a tomar forma . E este primeiro passo no geral leva sempre a saber com que tipo de problema se está lidando. No de peças, achar todas as bordas ajuda a conhecer a extensão do problema, no real seria como saber o que se quer resolver. Com isso feito é só começar a achar as peças certas do meio, praticamente preencher o recheio ^__^.

É claro que para montar o problema você pode ir na base da tentativa e erro mas facilita mais se procurar por padrões. Padrões iguais ou peças que se encaixam te ajudam a preencher os espaços que faltam e também a obter as informações que precisa. Como todo problema tem horas que ficar pensando demais sobre ele não ajuda nada a resolvê-lo, nessas horas é preciso então desencanar um pouco dar um descanso. Várias vezes eu procurava por uma peça especifica e não achava, mas depois de uma desencanada lá estava ela, bem na minha cara, pronta para ser encaixada no seu devido lugar.

Tem vezes também que é preciso meter a mão na massa e procurar por mais peças, não da pra ficar parado esperando que o problema se resolva sozinho não é? O complicado é quando você não gosta das peças que acha, da até aquele gostinho de que era melhor nem ter procurado.

Há também aqueles momentos que tem tanta peça no meio que fica difícil perceber o problema em si. Muitas vezes será preciso “limpar” o problema, retirando as peças ou as deixando de lado para que possa se focar no que importa de verdade...o problema.
De qualquer forma nos dois casos é preciso paciência e tranqüilidade. De cabeça quente não se resolve nem um e nem o outro e só estará gastando energia em algo que não será produtivo ou que o resultado não será o que procura.

Mas no final quando tudo estiver encaixado, o problema estará resolvido (pelo menos o quebra-cabeça), com todas as peças encaixadas não há mais mistério é aquilo que está vendo. No de peças podemos passar cola e enquadrá-los, para sempre nos lembrar o quanto foi difícil de resolvê-lo, mas e os da vida? Esses mesmo depois de resolvidos estarão lá contigo, nem que seja como experiência para que possa resolver todos aqueles ainda mais complicados que estarão por vir...

quarta-feira, 29 de julho de 2009

De EnsaioS para Ensaio

Se você está lendo esse post ou é por que esta conhecendo o blog agora (então bem vindo) ou então veio do ensaioSsobrecoisas para este o ensaiosobrecoisas, sem “S” mesmo. Até o Google resolver me dar o blog de novo esse é o plano B.

A história é que esses dias eu deletei meu Orkut. Estava só me chateando com algumas coisas de lá e não tive dúvida, deletei o perfil. Mas quem disse que o maldito botão de excluir funcionava?? Após alguns dias tentando apagar o “bendito” da net eu descubro que havia um problema com os servidores e por isso não deletava. Só que em uma ou outra tentiva eu acabei deletando minha conta do Google e besta eu esqueci que o blog era vinculado lá também. Resumindo, após o Nacional, com mais tempo e cabeça eu tento postar algo e descubro o blog apagado =(

Já mandei e-mail, já postei em fórum, mas como não consigo provar que o meu blog é meu...vou me virando com o plano B. Então até recuperar o original (se recuperar né) vou postando as verdades da vida e meu mal humor diário nessa nova casa.

Pra estrear então conto aqui um caso curioso. Como um Observador eu já disse que vejo cada coisa por aí e dificilmente eu erro quando percebo algo, mesmo que falte algumas peças. Um dia desses sentei no onibus atrás de um casal que parecia ser um casal de amigos voltando do trabalho, mas o nhenhenhe dos dois me chamaram a atenção. Quando ele desceu o tchau foi tão sem sal que pensei...”imaginei coisa..ele ta afim mas ela não” e coisas assim. Eu tinha reparado na aliança dele mas não reparei se na dela tinha e fiquei com isso na cabeça. Outro dia eu repararia pois por mais que eu ache, certeza não dá pra ter né. Bem, hoje voltando da quarta com os amigos sento por acaso (^__^) atrás do mesmo casal. Mesmo nhenhenhe, conversinha de mão dada mas nenhum beijinho. Amigos eu já sabia que não eram (até por que no tchau rolou um beijinho) mas sei lá...o jeito dos dois tinha algo estranho. Ele desce, ela nem olha pra fora direito...dá só um tchauzinho sem graça e ele faz uma ligação. Agora reparei que ele tinha uma aliança de noivado, então o casal não era novo pois se fossem a pegação seria diferente. Só se fossem então um casal há muito tempo, assim esse dia a dia seria já tão sem sal. Mas na hora que ela desceu um detalhe, ela não tinha aliança!! Se fossem um casal há tempos ela (ainda mais a mulher que faz tanta questão disso) não estaria sem aliança. Não é que o cara tem uma noiva e pega uma periguetezinha do trabalho? Ai você me pergunta, só com essas coisas deu pra sacar isso? Pra fechar, antes dela descer o namorado ligou por que ela desceu com um “oi amor, já to no ônibus sim...”. Hehehe adoro essas histórias do dia a dia mas chega de fofoca por hoje.

Bem, se eu não deletar esse por besteira não demoro em voltar com um novo post! Até mais!