domingo, 23 de agosto de 2009

Um relógio que corre pra trás...


Jogação!
Chateação!
Domingão!

Nunca fui muito fã do Pânico na TV, mas além da Piu Piu o que não da para perder é o quadro do Christian Pior. O humor venenoso do Evandro (que até sigo no twitter) é o melhor, cheio de seus únicos “se corta invejosa” e tiradas inteligentes. Imagina se todos fossem desse jeito, ou se então não precisasse ficar medindo palavras para o bem comum...Eu pelo menos estaria ferrado.

Hoje tinha decidido escrever sobre isso, destilando veneno sobre pessoas toscas e tudo mais, mas ai meu domingo foi passando e as idéias mudando. Pronto a enfrentar o cada vez mais triste fds, cabulei de novo o Taiko e aluguei um monte de filmes para assistir comendo porcaria. Um dos filmes foi o Ensaio Sobre a Cegueira, que é lamentável. Não vou nem discutir a qualidade do filme como filme, mas ele só mostra o potencial para a podridão do ser humano, e isso nós sabemos que não é nenhuma novidade.

Mas aproveitei para assistir um filme que me arrependi de ter perdido no cinema, O Curioso Caso de Benjamin Button. Esse é certamente o tipo de filme que compro sem nem ter visto, sabendo que será muito bom. O filme já começa com uma história de um relógio que corre pra trás, mas de tudo que tem na história acho que o mais triste é a mensagem que nada dura para sempre. Acredito que tem coisas que duram sim, mas o que adianta se nós não duramos para sempre?

O quanto é triste saber que certamente irá perder algo que goste muito. Ter certeza do que há no final, de que por mais seja forte e eterno que sejam as coisas o pra sempre, sempre acaba. Isso nos faz ver valores diferentes, sentidos para coisas grandes e pequenas.

O quanto se deixa de ver, de se conhecer por essa falta de “pra sempre”? Como se pode ser plenamente feliz com algo se entender que esse algo vai acabar? Com o clichê “que seja eterno enquanto dure”? Creio que não, e dessa vez não culparei Destino pelas coisas serem assim.

Perdemos a maioria das coisas por causa de nossas próprias escolhas, e as que não perdermos o tempo se encarrega de levar. Por mais que as coisas da vida não durem para sempre o arrependimento das escolhas erradas ou a alegria das coisas vividas irão sempre durar. Pelo menos até que o seu pra sempre acabe.

“Nós perdemos as pessoas que amamos porque assim descobrimos que elas são importantes“
- O curioso caso de Benjamin Button (filme)

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