domingo, 2 de agosto de 2009

De peças em peças...



Nem acredito que finalmente um final de semana só para descansar chegou. Após GP, apresentações, Nacional entre outros eventos aqui estou eu com dois dias para simplesmente fazer o que quiser. Ainda sim isso não consegue afastar a idéia que os finais de semana tem sido a parte mais triste da semana. Até a sexta que é dia de Taiko já não é mais a mesma coisa.

Isso me faz pensar que mesmo dando alguns passos eu não andei nada, me faz pensar o quanto estou me enganando ou o quanto estou cansado de tudo isso...

Esses dias mesmo eu fui dar uma passeada e pra variar fui tentar ir ao cinema sozinho. Sem sucesso novamente resolvi então comprar alguma coisa (admito o consumismo). Acabei comprando um quebra-cabeça, daqueles complicados de 1500 peças com um desenho meio tudo igual para complicar mais. Aliás enquanto escrevo esse post ele já esta já meio que na metade e é sobre ele que se trata o post.

Na verdade não sobre o quebra-cabeça, mas sobre como pode haver muito em comum em resolver um problema como esse com resolver algum problema real em nossa vida ou no nosso dia a dia.

Para começar eles sempre têm um tamanho e um desenho definido, mas as peças nunca estão ao seu alcance ou logo de cara para a sua resolução. Sendo assim ambos começam com uma peça inicial, a pedra fundamental daonde o problema surgiu e que a partir dela o problema começará a tomar forma . E este primeiro passo no geral leva sempre a saber com que tipo de problema se está lidando. No de peças, achar todas as bordas ajuda a conhecer a extensão do problema, no real seria como saber o que se quer resolver. Com isso feito é só começar a achar as peças certas do meio, praticamente preencher o recheio ^__^.

É claro que para montar o problema você pode ir na base da tentativa e erro mas facilita mais se procurar por padrões. Padrões iguais ou peças que se encaixam te ajudam a preencher os espaços que faltam e também a obter as informações que precisa. Como todo problema tem horas que ficar pensando demais sobre ele não ajuda nada a resolvê-lo, nessas horas é preciso então desencanar um pouco dar um descanso. Várias vezes eu procurava por uma peça especifica e não achava, mas depois de uma desencanada lá estava ela, bem na minha cara, pronta para ser encaixada no seu devido lugar.

Tem vezes também que é preciso meter a mão na massa e procurar por mais peças, não da pra ficar parado esperando que o problema se resolva sozinho não é? O complicado é quando você não gosta das peças que acha, da até aquele gostinho de que era melhor nem ter procurado.

Há também aqueles momentos que tem tanta peça no meio que fica difícil perceber o problema em si. Muitas vezes será preciso “limpar” o problema, retirando as peças ou as deixando de lado para que possa se focar no que importa de verdade...o problema.
De qualquer forma nos dois casos é preciso paciência e tranqüilidade. De cabeça quente não se resolve nem um e nem o outro e só estará gastando energia em algo que não será produtivo ou que o resultado não será o que procura.

Mas no final quando tudo estiver encaixado, o problema estará resolvido (pelo menos o quebra-cabeça), com todas as peças encaixadas não há mais mistério é aquilo que está vendo. No de peças podemos passar cola e enquadrá-los, para sempre nos lembrar o quanto foi difícil de resolvê-lo, mas e os da vida? Esses mesmo depois de resolvidos estarão lá contigo, nem que seja como experiência para que possa resolver todos aqueles ainda mais complicados que estarão por vir...

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